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"Amor, eu nunca o vi triste... não importa a situação em que você se encontre, você sempre estará com esse símbolo de felicidade em sua face, trazendo paz e tranquilidade para quem quer que esteja ao seu lado..."
Com essa seguinte frase mais um dia de minha longinqua vida se iniciava...
E aqui estou, no alge de meus 90 e tantos anos e com a paixão que não se encontra mais hoje em dia. Eu olhei bem os olhos dessa mulher, pela qual eu ja amava desde... desde que me conheço por homem, e iniciei o que seria a marca de minha vida por essa terra de falsos amore.
"Amor, não há com oque me preocupar, não há dor no mundo que eu não possa suportar desde que encontre seu abraço, o doce cheiro que vem ao me encostar em seu ombro em busca de segurança, e sempre encontrar... de saber que meu amor só é comparado ao seu, em termos de sinceridade e vivência... ao olhar para trás se deparar com meu caminho entrelaçado em todos os pontos ao seu..."
E com isso eu segure iem sua mão, e a guiei para fora de nossa casa, nossa antiga casa pela qual eu fiz questão de obter, pois foi ali, naquela casinha ao som das ondas quebrando nas rochas que eu passei 1 ano, 1 ano inteirinho esperando ela... sem saber se a encontraria.
Andamos, até encontrar um lugar que poucos conheciam, o tempo [e o homem] fez com que com a minha idade eu conseguisse atravessar aquele caminho, que antes era tão inacessível...
Chegamos a uma espécie de palco, onde a platéia seria o mar, e o céu, se unindo em uma imensidão azul.
Coloquei ela sentada em uma arvóre honrada pelo tempo, que sobreviveu a mais dura tempestade... e nisso ja pude ver seus olhos cheios de lágrimas.
Foi naquele lugar, que nos encontramos pela primeira vez, ela, uma moçoila e eu um rapazinho, que encontramos a melhor vista para apreciar as entrelas brincando abaixo das asas da mãe lua.
Lembro como se fosse hoje, eu estava deitado em meio a grama, e ela veio meio sorrateira, fugindo dos familiares, e quase caiu em cima de mim, um olhar, um sorriso e poucas palavras, curtimos aquele momento, que não deve ter passado de poucos minutos, até ouvirmos o grito de sua mãe enlouquecida atrás dela. Só deu tempod e sentir a ponta de seus dedos nos meus, e um leve arrepio por minha espinha descer e pronto, eu estava amando.
Passei o ano que sucedeu a sua espera, ia todas as datas possíveis e impossíveis para aquela casinha, que mais parecia abandonada, onde me refugiava do frio, e quando meu corpo aguentava corria para nosso santuário.
Até que um dia ela apareceu, agora não foram nem poucas palavras, foram nenhuma.
Um beijo atrasado, falou por nós dois.
E nisso me vi no presente, no mesmo beijo e vi em seus olhos que ela estava passando a sua parte da história na cabeça, e eu olhei e lhe disse "como não ser feliz se tenho você. Meu mar"
Ela sorriu e compeltou "meu céu".

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